 | | José Luis Machinea, Diretor da Cátedra Raúl Prebisch, Universidade de Alcalá de Henares, Espanha, Ex-Secretário Executivo da CEPAL | | | Este artigo examina as origens da crise financeira internacional, enfatizando a instabilidade do sistema financeiro como causa central dela. Ainda que a política monetária do início da presente década possa ter ajudado a gerar a bolha imobiliária, está longe de ter sido o fator determinante. Além disso, argumenta-se que a função de controlar o aumento excessivo do preço dos ativos corresponde melhor à política de regulamentação do que à taxa de juros. A esse respeito, propõe-se criar uma institucionalidade que facilite a implementação de políticas financeiras anticíclicas nos períodos de auge. Depois de examinar as características que deveriam ter as políticas econômicas dos países desenvolvidos, analisam-se os efeitos da crise internacional na conta corrente dos países da região e as dificuldades para aplicar políticas anticíclicas na ausência de um credor em escala global. | |