 | | Sandro Eduardo Monsueto, Professor Assistente, Universidade Federal de Goiás, Ana Flávia Machado, Pesquisadora associada, Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais e André Braz Golgher, Professor visitante Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais | | | A distribuição de renda no Brasil é extremadamente desigual, devido a numerosos fatores cuja importância relativa tem mudado muito nos últimos anos. Aqui se analisa a evolução recente das diferenças de remunerações entre homens e mulheres empregados e que moram em centros urbanos do Brasil, usando regressões quantíticas. Também se examinam tais diferenças entre brancos e negros, aplicando a metodologia de Juhn, Murphy e Pierce. Encontrou-se que a brecha entre o 10% mais rico e o 25% mais pobre da população havia diminuído e que as rendas de brancos e negros havia convergido, especialmente no primeiro quarto da distribuição. Isto se deve a que as mudanças na distribuição dos atributos produtivos reduziram a heterogeneidade entre os grupos e, em geral, a convergência do rendimento dos fatores correspondentes a brancos e negros beneficiou relativamente a estes últimos, sobretudo, às mulheres. Não obstante, fatores vinculados à discriminação no mercado de trabalho limitaram essa convergência. | |