| Este artigo examina os dois paradigmas de desenvolvimento que sucessivamente prevaleceram na América Latina na segunda metade do século XX, concentrando-se no papel atribuído ao Estado. No paradigma cepalino, vemos como amplas tarefas de guia, estimulador e participante direto no desenvolvimento produtivo foram perdendo eficácia, à medida que o Estado era capturado por interesses particulares sem que instituições sólidas fossem capazes de impedi-lo. Posteriormente, a extrema debilitação do Estado experimentada desde a vigência do Consenso de Washington impediu a adequada regulamentação das atividades privatizadas e fez perder a visão de longo prazo e a preocupação com a concentração de renda. O artigo alude à demanda social por um novo tipo de Estado e analisa os requisitos e objetivos para que, entre outras coisas, este facilite um funcionamento eficaz dos mercados e se preocupe em diminuir as desigualdades sociais. |