 | | Wilson Suzigan, Professor, Departamento de Política Científica e Tecnológica Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e João Furtado, Professor, Departamento de Engenharia da Produção, Escola Politécnica, Universidade de São Paulo (USP) | | | Este artigo examina alguns enfoques teóricos de suporte à política industrial, com ênfase na perspectiva neoschumpeteriano/evolucionário. Aplica esta perspectiva para analisar algumas experiências bem sucedidas de política industrial e desenvolvimento econômico no Brasil até fins dos anos 1970, bem como as tentativas fracassadas de implementar tais políticas a partir dos anos 1980. Por último avalia a política industrial do governo 2003-2006, e argumenta que, apesar de alguns aspectos positivos -foco na inovação, metas claramente definidas e uma nova organização institucional-, essa política apresenta fraquezas, como a incompatibilidade com a política macroeconômica, inconsistências entre instrumentos econômicos, deficiências em infraestrutura e no sistema de ciência, tecnologia e inovação, e falta de coordenação e decisão política. | |