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Dinâmica Espacial e Ordenamento do Território
- 2006
- Signatura:LC/BRAS/R.165
- 50 pp.
- Documentos de proyecto
- ,
Resumen
A herança colonial e escravista, as formas históricas de ocupação do território, a dimensão geográfica, as desigualdades naturais, a lógica econômica, as forças polarizadoras e a orientação da política econômica consolidaram um quadro de grandes diferenças econômicas e sociais entre as regiões brasileiras e fortes desequilíbrios no ordenamento do território.
Ao longo da história brasileira podem ser observados pelo menos três grandes períodos, com diferentes características da dinâmica regional e da configuração territorial. O primeiro, que vai do descobrimento até o século XIX, se caracterizou pela dispersão não integrada, formando um verdadeiro "arquipélago" econômico e populacional do território. Esse "arquipélago" decorreu da busca e identificação de oportunidades produtivas voltadas para inserção no comércio internacional, tanto na fase colonial, com exclusivo de comércio com a metrópole, quanto na fase de país independente e primário-exportador. São exemplos: a produção de açúcar no Nordeste, nos séculos XVI e XVII; de ouro em Minas Gerais, com extensões para Goiás e Mato Grosso, no século XVIII; de algodão, no Maranhão, no século XIX; de pecuária, no Rio Grande do Sul, desde o século XVI; de madeira e mate, no Paraná e Santa Catarina, desde o século XIX; de café nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, nos séculos XIX e XX; de borracha, na região amazônica, no final do século XIX e início do século XX.
A dinâmica de cada uma dessas atividades dependia das condições locais de produção, do mercado internacional e da capacidade brasileira de competir com outras regiões produtoras (Furtado, 1964; Prado Jr., 1964; Castro, 1975; Simonsen; 1944). Nos casos do nordeste e de Minas Gerais, seja como complemento ou suporte às atividades exportadoras, seja como alternativa à decadência produtiva do setor exportador e a dificuldade de diversificação produtiva, foram criadas amplas economias de subsistência. A manutenção e ampliação da população baseados em economias de subsistência contribuiriam para o menor nível de desenvolvimento dessas regiões e para que, em etapas posteriores, essas regiões passassem a ser a fonte de grandes movimentos migratórios para as regiões do país que lograram uma melhor expansão econômica.
Ao longo da história brasileira podem ser observados pelo menos três grandes períodos, com diferentes características da dinâmica regional e da configuração territorial. O primeiro, que vai do descobrimento até o século XIX, se caracterizou pela dispersão não integrada, formando um verdadeiro "arquipélago" econômico e populacional do território. Esse "arquipélago" decorreu da busca e identificação de oportunidades produtivas voltadas para inserção no comércio internacional, tanto na fase colonial, com exclusivo de comércio com a metrópole, quanto na fase de país independente e primário-exportador. São exemplos: a produção de açúcar no Nordeste, nos séculos XVI e XVII; de ouro em Minas Gerais, com extensões para Goiás e Mato Grosso, no século XVIII; de algodão, no Maranhão, no século XIX; de pecuária, no Rio Grande do Sul, desde o século XVI; de madeira e mate, no Paraná e Santa Catarina, desde o século XIX; de café nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, nos séculos XIX e XX; de borracha, na região amazônica, no final do século XIX e início do século XX.
A dinâmica de cada uma dessas atividades dependia das condições locais de produção, do mercado internacional e da capacidade brasileira de competir com outras regiões produtoras (Furtado, 1964; Prado Jr., 1964; Castro, 1975; Simonsen; 1944). Nos casos do nordeste e de Minas Gerais, seja como complemento ou suporte às atividades exportadoras, seja como alternativa à decadência produtiva do setor exportador e a dificuldade de diversificação produtiva, foram criadas amplas economias de subsistência. A manutenção e ampliação da população baseados em economias de subsistência contribuiriam para o menor nível de desenvolvimento dessas regiões e para que, em etapas posteriores, essas regiões passassem a ser a fonte de grandes movimentos migratórios para as regiões do país que lograram uma melhor expansão econômica.
Categorías
Desarrollo agrícola y rural, Desarrollo industrial y sectorial, Equidad e igualdad, Migración interna y distribución territorial de la población, Ordenamiento territorial, Pobreza
Escritório da CEPAL em Brasília
Correo electrónico: pulcheira.graziani
cepal.org.br

