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  • Panorama social da América Latina 2011. Documento informativo

  • CEPAL
  • 2011
  • Signatura:2011-820
  • 52 pp.
  • Informes anuales
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Resumen

SÍNTESE

Na versão anterior do Panorama social enfatizaram-se as brechas de desigualdade e sua reprodução intergeracional, e prestou-se especial atenção às etapas formativas dos indivíduos e sua transição à vida adulta, bem como ao comportamento do gasto social e das transferências em função dos requerimentos das novas gerações em suas primeiras etapas. Mostrou-se a forma como o trânsito no ciclo vital marca trajetórias diferenciadas pelo desenvolvimento de capacidades, enquistando a desigualdade e a pobreza na passagem de uma etapa a outra da vida das pessoas. No Panorama social da América Latina 2011 que aqui apresentamos se aprofunda na cadeia de produção e reprodução das brechas sociais e se abordam outros âmbitos. Presta-se especial atenção ao modo como se vinculam nesta cadeia a heterogeneidade estrutural (brechas de produtividade nas economias nacionais), a segmentação laboral e os vazios da proteção social. Agregam-se também fatores demográficos, como a fecundidade diferenciada por nível educativo e de renda, e padrões maisespecíficos de risco ou exclusão, como os que afetam a juventude no Caribe. Cabe destacar que a região enfrenta um cenário ambivalente em relação a essas brechas, já que nele se combinam tendências estruturais que as reforçam, mas também avances recentes, que resultam auspiciosos e abrem novas possibilidades para encaminhar-se a sociedades menos desiguais e com um acesso mais difundido ao bem-estar. Assim, por um lado, está diminuindo a pobreza e a desigualdade na região, e sua principal causa é, em primeiro lugar, o incremento nos rendimentos do trabalho e, em segundo, o aumento das transferências públicas aos setores mais vulneráveis. Por outro, mantém-se a rigidez das brechas produtivas e a pouca mobilidade desde os setores de baixa produtividade em grupos específicos (sobretudo mulheres de grupos socioeconômicos de menores recursos), cujas rendas não se têm incrementado. Também se reduz de maneira importante a fecundidade, o que augura maiores possibilidades de bem-estar em famílias com menor número de dependentes, por outro lado, o calendário da fecundidade continua estratificado por níveis socioeconômicos e educativos, com maior incidência de maternidade adolescente entre as mulheres menos educadas. O aumento do gasto social é evidente, como também o é a resposta, desde o gasto e a proteção social, para mitigar o impacto da crise de 2008-2009 nos setores mais vulneráveis, contudo os sistemas de proteção social distam de ser inclusivos e mostram vazios que reproduzem a vulnerabilidade e a estratificação no acesso à seguridade social. 

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