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Estudio econômico de América Latina e o Caribe 2009-2010
- 2010
- Signatura:LC/G.2458-P
- pp.
- Informes anuales
Resumen
Em 2009, os países da América Latina e do Caribe receberam os choques da crise financeira global em seus níveis de atividade, pelo que a região apresentou um retrocesso de 1,9% do PIB. No entanto, já na segunda metade do ano, a maioria dos países da região iniciou uma vigorosa recuperação que será consolidada em 2010 e que permitirá uma expansão de 5,2% do PIB regional. Com isso a região, junto com os países emergentes da Ásia, estará situada entre as más dinâmicas do mundo.
Os fatores que propiciaram este positivo desempenho são de índole externa e interna. Dentre os primeiros, cabe destacar a continuidade no dinamismo de determinadas economias asiáticas chave, cuja demanda sustentada por produtos da região criou condições para uma importante recuperação dos preços e dos volumes das exportações, sobretudo de insumos básicos como metais e minerais, petróleo e de alguns grãos, no caso da América do Sul. De igual forma, a recuperação da economia dos Estados Unidos, ainda que gradual, contribui com um melhor cenário para o México, a América Central e, à medida que se eleve a demanda de turismo, possivelmente também para o Caribe. Pelas mesmas razões, projeta-se alguma recuperação das remessas enviadas desse país pelos trabalhadores emigrados da região. A Europa, por sua vez, ainda que também vá apresentar cifras de crescimento positivas, o fará em medida muito menor e os esforços de consolidação fiscal em andamento manterão o seu crescimento em níveis baixos.
Dentre os fatores internos, cabe mencionar a capacidade de ação contracíclica que vários países da região mostraram empregando para isso os espaços de política, tanto fiscal como monetária, construídos durante a fase anterior de seis anos de auge dos preços dos produtos básicos e crescimento ininterrupto na região. Além disso, a constante redução dos níveis de endividamento externo, as melhoras também sustentadas das contas fiscais e os aumentos das reservas internacionais permitiram que, exceto no momento de auge da crise, a região mantivesse um acesso permanente aos recursos do mercado de capitais internacional.
No entanto, é preciso considerar que esta conjuntura favorável é resultado, em parte, de certos fatores de caráter transitório que dificilmente se repetirão em 2011. A região pôde responder em forma dinâmica à demanda externa e aos estímulos contracíclicos adotados, com base no aproveitamento da capacidade ociosa pré-existente, que poderia esgotar-se no curso da presente recuperação. Por sua vez, a capacidade dos governos para manter as atuais medidas contracíclicas e adotar novos estímulos sem sacrificar o conquistado em termos de equilíbrio macroeconômico durante anos de esforços também se reduziu. Considerando estes elementos de cautela, estima-se um crescimento de 3,8% para a região em 2011.
Em suma, uma vez alcançada a recuperação, tomam renovada vigência os principais desafios para o crescimento sustentável: criar condições para o aumento dos níveis de investimento público e privado e da produtividade, condições necessárias para alcançar um maior crescimento futuro. Ao mesmo tempo, a região enfrenta a necessidade de continuar fortalecendo as finanças públicas para ampliar e melhorar os programas sociais, em especial os de caráter redistributivo, o que permitiria conciliar o crescimento com maior equidade.
Em tal sentido, na segunda parte do Estudio econômico discute-se a contribuição que as políticas públicas podem fazer para fortalecer a relação entre o crescimento econômico e a equidade distributiva, vínculo que tem sido bastante esquivo na história econômica da região. Com este objetivo, ao longo de quatro capítulos analisa-se o efeito distributivo da volatilidade macroeconômica, suas consequências nos mercados de trabalho e as políticas para enfrentá-las, assim como os meios que a política tributária e o gasto social dispõem para contribuir à proteção dos setores mais vulneráveis, no âmbito de uma estratégia mais abrangente orientada a permitir que os países da região alcancem um desenvolvimento mais inclusivo.
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Economic Survey of Latin America and the Caribbean 2009-2010
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