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Panorama da inserção internacional da América Latina e Caribe. Documento informativo
- 2012
- LG/G.0000-P.
- 28 pp.
- Informes anuales
Resumen
A edição 2011-2012 do Panorama da inserção internacional da América Latina e Caribe, que trata da Crise duradoura no centro e novas oportunidades para as economias em desenvolvimento, se divide em quatro capítulos.
No primeiro capítulo se examina a difícil conjuntura econômica internacional e suas perspectivas para o restante da década. No segundo semestre de 2012, a economia mundial novamente se encontra em uma situação complexa, tendo a zona do euro como epicentro. Nesta zona, várias economias sofrem uma profunda recessão e seus governos enfrentam sérias dificuldades para conciliar a necessidade de recuperar o crescimento com a urgência de reduzir seus elevados níveis de dívida. Devido a esta situação, aumentam a incerteza e as turbulências na economia mundial e se debilita uma recuperação global que era já a mais lenta em 40 anos. Embora os Estados Unidos mostrem um melhor desempenho que a zona doeuro, sua recuperação continua sendo frágil. Além disso, com a possível entrada em vigor em 1º de janeiro de 2013 de fortes altas tributárias e recortes do gasto, sua economia poderia voltar a cair em recessão no primeiro trimestre de 2013.
Nos próximos anos, os países em desenvolvimento, em particular a China e as demais economias emergentes da Ásia, seguirão sendo o principal motor da economia e do comércio mundiais, enquanto os países industrializados provavelmente cresçam pouco e em forma volátil. Estes últimos requerem avançar no processo de redução da dívida das famílias e do setor público. Este processo, que poderia demandar de três a cinco anos mais, estaria caracterizado pela manutenção da restrição financeira, duras exigências de consolidação fiscal e da dívida pública, recuperações curtas e erráticas, nível elevado de desemprego e profundas intervenções do setor público nas finanças e na economia.
Com relação à política comercial neste novo cenário internacional, mantém-se em níveis moderados o uso de medidas restritivas ao comércio, em âmbito mundial. Não obstante, persistem importantes fatores de risco, que poderiam determinar a acentuação destas restrições. Em matéria denegociações comerciais, a prolongada paralisação da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) tem intensificado a já acentuada tendência à negociação de acordos preferenciais. Grande parte desta atividade envolve as economias da região Ásia-Pacífico. Por último, se destacamalgumas controvérsias comerciais recentes na OMC.
No capítulo II se efetua um balanço do período de auge dos preços dos produtos básicos, iniciado ao redor de 2003, e seu impacto na evolução do valor das exportações da região. Considera-se em particular o papel crescente dos países em desenvolvimento da Ásia, e especialmente a China, como destino das exportações destes produtos provenientes da América Latina e do Caribe. Em seguida se examina o impacto esperado de três cenários alternativos de preços dos produtos básicos e de demanda dos principais sócios comerciais sobre as exportações da região no período compreendido entre 2013 e 2015. Em particular, a análise se foca nos dez principais grupos de produtos básicos (petróleo, cobre, ferro, soja, café, açúcar, produtos da pesca, carne, frutas e gás) e seus derivados, que representam, em conjunto, mais de 40% do valor total exportado pela região.
As estimativas resultantes permitem concluir que, mesmo no cenário mais pessimista, os preços dos principais produtos de exportação da região se manterão acima de suas médias históricas, embora possam registrar quedas de até 9% ao ano (sobretudo no caso de minérios e metais). O valor das exportações da região continuará aumentando no próximo quatriênio, a taxas anuais que podem variar entre 0,7 e 10,5% nos cenários pessimista e otimista, respectivamente, e de 5% no cenário neutro. Em consequência, os países da região deverão realizar um maior esforço para aumentar o volume exportado, a fim de manter as receitas procedentes das exportações.
No capítulo III se revisam o desempenho recente e as perspectivas de curto prazo do comércio e da integração econômica da região. Faz-se uma análise da evolução do comércio exterior da América Latina e do Caribe em 2011 e em 2012 por principais sócios e categorias de produtos, para o conjunto da região e suas sub-regiões, onde se observa uma acentuada desaceleração a partir do segundo semestre de2011. De fato, em 2012 as exportações e as importações cresceriam apenas 4% e 3%, respectivamente, cifras que obedecem, entre outros fatores, à crise na zona do euro, ao escasso dinamismo econômico nos Estados Unidos e no Japão, e à moderação do crescimento na China e em outras economias emergentes.
No capítulo se examinam também os principais acontecimentos vinculados aos diferentesprocessos de integração na região ocorridos nos últimos 12 meses. Por um lado, não se observa umatendência generalizada de aumento das restrições ao comércio. Por outro, continua o intenso ritmo desubscrição de novos acordos comerciais de algumas economias da região, com sócios tanto intrarregionaisquanto extrarregionais. Por último, se constatam alguns rearranjos na arquitetura da integração econômicaformal da região.
No capítulo IV se analisa a inserção internacional da América Latina e do Caribe frente àstendências expostas no documento. Avalia-se o desempenho exportador regional em três dimensões:a) nas cadeias de valor, b) no emprego gerado no setor exportador e c) nas empresas exportadoras.Em síntese:
a) Na análise da participação da região em cadeias de valor, se considera o papel da atividade de"maquila" e das zonas francas de exportação, bem como do comércio de bens intermediários.À luz destes indicadores, pode-se concluir que a inserção da região nas cadeias de valorcarece do dinamismo que se observa em outras regiões, sobretudo na Ásia.
b) Examina-se o emprego direto associado ao setor exportador, bem como a importância dosempregos indiretamente associados às empresas exportadoras. Do estudo de seis países seinfere que o emprego associado às exportações representa uma porcentagem significativa ecrescente do emprego total (entre 12 e 24%).
c) Analisam-se as características das empresas exportadoras da região, segundo setores,tamanhos e destinos. Conclui-se que a proporção de empresas que exportam continua sendomuito pequena. Na maioria dos países da região, as exportações se concentram em poucasempresas, geralmente de grande tamanho e vinculadas a recursos naturais.
Conclui-se com dois tipos de recomendações de política. Primeiro, é importante desenvolverpolíticas que fortaleçam o comércio intrarregional, dado que este apresenta características que favorecemuma transformação produtiva com equidade. Entre estas se encontram sua relevância para a diversificaçãoexportadora, o desenvolvimento industrial e a criação de emprego direto e indireto, sua menorconcentração por empresas e a maior participação de pequenas e médias empresas. Segundo, serecomendam iniciativas que permitam aproveitar as potencialidades do comércio e do investimento comoutras regiões emergentes, em particular da Ásia, melhorando a qualidade destes vínculos.
No primeiro capítulo se examina a difícil conjuntura econômica internacional e suas perspectivas para o restante da década. No segundo semestre de 2012, a economia mundial novamente se encontra em uma situação complexa, tendo a zona do euro como epicentro. Nesta zona, várias economias sofrem uma profunda recessão e seus governos enfrentam sérias dificuldades para conciliar a necessidade de recuperar o crescimento com a urgência de reduzir seus elevados níveis de dívida. Devido a esta situação, aumentam a incerteza e as turbulências na economia mundial e se debilita uma recuperação global que era já a mais lenta em 40 anos. Embora os Estados Unidos mostrem um melhor desempenho que a zona doeuro, sua recuperação continua sendo frágil. Além disso, com a possível entrada em vigor em 1º de janeiro de 2013 de fortes altas tributárias e recortes do gasto, sua economia poderia voltar a cair em recessão no primeiro trimestre de 2013.
Nos próximos anos, os países em desenvolvimento, em particular a China e as demais economias emergentes da Ásia, seguirão sendo o principal motor da economia e do comércio mundiais, enquanto os países industrializados provavelmente cresçam pouco e em forma volátil. Estes últimos requerem avançar no processo de redução da dívida das famílias e do setor público. Este processo, que poderia demandar de três a cinco anos mais, estaria caracterizado pela manutenção da restrição financeira, duras exigências de consolidação fiscal e da dívida pública, recuperações curtas e erráticas, nível elevado de desemprego e profundas intervenções do setor público nas finanças e na economia.
Com relação à política comercial neste novo cenário internacional, mantém-se em níveis moderados o uso de medidas restritivas ao comércio, em âmbito mundial. Não obstante, persistem importantes fatores de risco, que poderiam determinar a acentuação destas restrições. Em matéria denegociações comerciais, a prolongada paralisação da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) tem intensificado a já acentuada tendência à negociação de acordos preferenciais. Grande parte desta atividade envolve as economias da região Ásia-Pacífico. Por último, se destacamalgumas controvérsias comerciais recentes na OMC.
No capítulo II se efetua um balanço do período de auge dos preços dos produtos básicos, iniciado ao redor de 2003, e seu impacto na evolução do valor das exportações da região. Considera-se em particular o papel crescente dos países em desenvolvimento da Ásia, e especialmente a China, como destino das exportações destes produtos provenientes da América Latina e do Caribe. Em seguida se examina o impacto esperado de três cenários alternativos de preços dos produtos básicos e de demanda dos principais sócios comerciais sobre as exportações da região no período compreendido entre 2013 e 2015. Em particular, a análise se foca nos dez principais grupos de produtos básicos (petróleo, cobre, ferro, soja, café, açúcar, produtos da pesca, carne, frutas e gás) e seus derivados, que representam, em conjunto, mais de 40% do valor total exportado pela região.
As estimativas resultantes permitem concluir que, mesmo no cenário mais pessimista, os preços dos principais produtos de exportação da região se manterão acima de suas médias históricas, embora possam registrar quedas de até 9% ao ano (sobretudo no caso de minérios e metais). O valor das exportações da região continuará aumentando no próximo quatriênio, a taxas anuais que podem variar entre 0,7 e 10,5% nos cenários pessimista e otimista, respectivamente, e de 5% no cenário neutro. Em consequência, os países da região deverão realizar um maior esforço para aumentar o volume exportado, a fim de manter as receitas procedentes das exportações.
No capítulo III se revisam o desempenho recente e as perspectivas de curto prazo do comércio e da integração econômica da região. Faz-se uma análise da evolução do comércio exterior da América Latina e do Caribe em 2011 e em 2012 por principais sócios e categorias de produtos, para o conjunto da região e suas sub-regiões, onde se observa uma acentuada desaceleração a partir do segundo semestre de2011. De fato, em 2012 as exportações e as importações cresceriam apenas 4% e 3%, respectivamente, cifras que obedecem, entre outros fatores, à crise na zona do euro, ao escasso dinamismo econômico nos Estados Unidos e no Japão, e à moderação do crescimento na China e em outras economias emergentes.
No capítulo se examinam também os principais acontecimentos vinculados aos diferentesprocessos de integração na região ocorridos nos últimos 12 meses. Por um lado, não se observa umatendência generalizada de aumento das restrições ao comércio. Por outro, continua o intenso ritmo desubscrição de novos acordos comerciais de algumas economias da região, com sócios tanto intrarregionaisquanto extrarregionais. Por último, se constatam alguns rearranjos na arquitetura da integração econômicaformal da região.
No capítulo IV se analisa a inserção internacional da América Latina e do Caribe frente àstendências expostas no documento. Avalia-se o desempenho exportador regional em três dimensões:a) nas cadeias de valor, b) no emprego gerado no setor exportador e c) nas empresas exportadoras.Em síntese:
a) Na análise da participação da região em cadeias de valor, se considera o papel da atividade de"maquila" e das zonas francas de exportação, bem como do comércio de bens intermediários.À luz destes indicadores, pode-se concluir que a inserção da região nas cadeias de valorcarece do dinamismo que se observa em outras regiões, sobretudo na Ásia.
b) Examina-se o emprego direto associado ao setor exportador, bem como a importância dosempregos indiretamente associados às empresas exportadoras. Do estudo de seis países seinfere que o emprego associado às exportações representa uma porcentagem significativa ecrescente do emprego total (entre 12 e 24%).
c) Analisam-se as características das empresas exportadoras da região, segundo setores,tamanhos e destinos. Conclui-se que a proporção de empresas que exportam continua sendomuito pequena. Na maioria dos países da região, as exportações se concentram em poucasempresas, geralmente de grande tamanho e vinculadas a recursos naturais.
Conclui-se com dois tipos de recomendações de política. Primeiro, é importante desenvolverpolíticas que fortaleçam o comércio intrarregional, dado que este apresenta características que favorecemuma transformação produtiva com equidade. Entre estas se encontram sua relevância para a diversificaçãoexportadora, o desenvolvimento industrial e a criação de emprego direto e indireto, sua menorconcentração por empresas e a maior participação de pequenas e médias empresas. Segundo, serecomendam iniciativas que permitam aproveitar as potencialidades do comércio e do investimento comoutras regiões emergentes, em particular da Ásia, melhorando a qualidade destes vínculos.
Categorías
Análisis macroeconómico, Comercio Sur-Sur, Comercio, medio ambiente y cambio climático, Desarrollo económico, Inserción en la economía mundial, Relaciones de América Latina con China y Asia-Pacífico
Otros idiomas
Panorama de la inserción internacional de América Latina y el Caribe 2011-2012
Latin America and the Caribbean in the World Economy 2011-2012
Latin America and the Caribbean in the World Economy 2011-2012
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