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A pobreza e as políticas de gênero no Brasil
- 2005
- Signatura:LC/L.2322-P/P
- 79 pp.
- N.Venta: P.05.II.G.67
- Series
- Serie Mujer y Desarrollo Nº66
- ISBN: 92-1-322707-8
- ISSN: 1564-4170
Resumen
Hildete Pereira de Melo
Este trabalho a partir de uma breve resenha bibliográfica sobre pobreza na literatura sócio-econômica elabora de forma pioneira uma análise da pobreza no Brasil, com um enfoque de gênero. O estudo da situação de pobreza das mulheres e homens foi feito a partir dos microdados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2001. A hipótese explorada no trabalho foi que existem fatores de gênero que incidem com maior peso na vida das mulheres que as tornam mais vulneráveis com a relação à pobreza. Conclui que apesar do progresso na redução das desigualdades de gênero ainda permanecem substanciais diferenças entre os sexos, agravadas pela questão racial, fazendo com que a pobreza brasileira tenha um rosto feminino negro.
Palavras-Chave: gênero, medição da pobreza, distribuição de renda, mercado de trabalho.
Lourdes Bandeira
O Plano Plurianual -PPA 2004-2007- que representa o projeto do governo para os próximos quatro anos,trouxe à tona uma perspectiva inovadora inclusiva na medida em que adotou, pela primeira vez no país, na plataforma política de governo, a viabilização da inclusão social, da equalização das oportunidades -gênero, raça, etnia, pessoas portadoras de necessidades especiais e da cidadania.
Portanto, propôs a garantia de que o recorte transversal de gênero esteja presente na formulação e implementação de políticas públicas no país. A criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM, impulsionadora e articuladora dessa nova institucionalidade, representou um imenso avanço para o movimento feminista na sua luta pelo fim da desigualdade de gênero.
O convênio celebrado entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM e a CEPAL, com vistas ao fortalecimento e ao avanço da Transversalização da Perspectiva de Gênero nas Políticas Públicas e nas Políticas de Superação da Pobreza, possibilitou a efetivação de uma pesquisa a respeito da transversalidade de gênero no PPA, da importância da categoria para as políticas de superação da pobreza, das demandas da sociedade civil em relação à política do novo governo para as mulheres e dos entraves e espaços já conquistados nos Ministérios que trabalham com a area social e com o planejamento, orçamento e gestão.
A pesquisa foi realizada através de levantamento bibliográfico e documental e de entrevistas com representantes do movimento de mulheres e com gestores e assessores ministeriais, buscando apontar: as lacunas existentes no PPA, as potencialidades de articulação com os Ministérios, as prioridades indicadas pelo movimento feminista, bem como verificar as melhores estratégias que a SPM deve contemplar para garantir uma governabilidade com vistas a efetivação da política de igualdade de gênero.
Feministas não fazem perguntas diferentes dos outros, elas fazem as mesmas perguntas de uma forma diferente (Sandra Bartky).
Este trabalho a partir de uma breve resenha bibliográfica sobre pobreza na literatura sócio-econômica elabora de forma pioneira uma análise da pobreza no Brasil, com um enfoque de gênero. O estudo da situação de pobreza das mulheres e homens foi feito a partir dos microdados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2001. A hipótese explorada no trabalho foi que existem fatores de gênero que incidem com maior peso na vida das mulheres que as tornam mais vulneráveis com a relação à pobreza. Conclui que apesar do progresso na redução das desigualdades de gênero ainda permanecem substanciais diferenças entre os sexos, agravadas pela questão racial, fazendo com que a pobreza brasileira tenha um rosto feminino negro.
Palavras-Chave: gênero, medição da pobreza, distribuição de renda, mercado de trabalho.
Lourdes Bandeira
O Plano Plurianual -PPA 2004-2007- que representa o projeto do governo para os próximos quatro anos,trouxe à tona uma perspectiva inovadora inclusiva na medida em que adotou, pela primeira vez no país, na plataforma política de governo, a viabilização da inclusão social, da equalização das oportunidades -gênero, raça, etnia, pessoas portadoras de necessidades especiais e da cidadania.
Portanto, propôs a garantia de que o recorte transversal de gênero esteja presente na formulação e implementação de políticas públicas no país. A criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM, impulsionadora e articuladora dessa nova institucionalidade, representou um imenso avanço para o movimento feminista na sua luta pelo fim da desigualdade de gênero.
O convênio celebrado entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM e a CEPAL, com vistas ao fortalecimento e ao avanço da Transversalização da Perspectiva de Gênero nas Políticas Públicas e nas Políticas de Superação da Pobreza, possibilitou a efetivação de uma pesquisa a respeito da transversalidade de gênero no PPA, da importância da categoria para as políticas de superação da pobreza, das demandas da sociedade civil em relação à política do novo governo para as mulheres e dos entraves e espaços já conquistados nos Ministérios que trabalham com a area social e com o planejamento, orçamento e gestão.
A pesquisa foi realizada através de levantamento bibliográfico e documental e de entrevistas com representantes do movimento de mulheres e com gestores e assessores ministeriais, buscando apontar: as lacunas existentes no PPA, as potencialidades de articulação com os Ministérios, as prioridades indicadas pelo movimento feminista, bem como verificar as melhores estratégias que a SPM deve contemplar para garantir uma governabilidade com vistas a efetivação da política de igualdade de gênero.
Feministas não fazem perguntas diferentes dos outros, elas fazem as mesmas perguntas de uma forma diferente (Sandra Bartky).
Categorías
Unidad de Distribución de la CEPAL, Casilla 179-D, Vitacura, Santiago, Chile.
Correo electrónico: publications
eclac.cl

