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  • A Elasticidade-Renda do Comércio Regional de Produtos Manufaturados

  • Marta R. Castilho e Viviane Luporini
  • 2009
  • Signatura:
  • 35 pp.
  • Coediciones
  • CEPAL,IPEA
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Resumen

O comércio exterior brasileiro tem se expandido vigorosamente nos últimos anos e atingiu um recorde histórico em 2008 quando o grau de abertura da economia brasileira, medido como a soma das importações e das exportações, atingiu a cifra de 29.5% do Produto Interno Bruto. O crescimento dos fluxos de comércio foi bastante intenso a partir de 2002 até 2008, a variação acumulada da soma de exportações e importações foi de 245%. Embora o crescimento das importações tenha sido um pouco superior ao das exportações, estas têm superado sistematicamente as importações gerando um saldo comercial positivo, frequentemente apontado como um dos fatores responsáveis pelo bom desempenho da economia nacional.  O Brasil tem uma pauta de exportações bastante diversificada, tanto do ponto de vista geográfico quanto do ponto de vista de composição dos produtos. Esta diversificação, no entanto, tem certo padrão. Enquanto para os vizinhos latino-americanos, as exportações apresentam um perfil de exportações de produtos mais elaborados, onde a presença de setores manufaturados com maior intensidade tecnológica é evidente, para os países asiáticos, o padrão de comércio é do tipo Norte-Sul, onde o Brasil troca seus produtos minerais e agrícolas por bens manufaturados. a Argentina é o principal mercado para diversos dos setores de manufaturados diversos e as exportações brasileiras parecem ser bastante sensíveis a variações de renda naquele país. Para estes setores, os coeficientes sugerem uma sensibilidade elevada também para os EUA e o México.  As elasticidades elevadas obtidas para esses mercados ao mesmo tempo em que indicam um grande potencial regional para a ampliação das exportações de produtos industrializados brasileiros, sugerem também uma maior vulnerabilidade de nossas exportações às condições econômicas desses parceiros comerciais, notadamente às variações da renda e ciclo econômico locais.   Se considerarmos ainda as sincronias entre os ciclos de negócios do Brasil e das principais economias regionais, essa vulnerabilidade tende a se potencializar.  Nesse sentido, privilegiar acordos comerciais regionais em detrimento de outros mercados significa dar um grande impulso às exportações quando o cenário econômico é favorável, mas torná-las mais voláteis e suscetíveis quando há crises internas às economias parceiras.  A Argentina, cuja economia tem se mostrado bastante volátil nos últimos anos, é um caso emblemático.

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