| (10 de julho de 2007) Na América Latina e no Caribe 89% dos partos são feitos por pessoal de saúde qualificado, ainda que nos países mais pobres a qualidade dos serviços de maternidade siga sendo deficiente. O Informe 2007 sobre los Objetivos de desarrollo del milenio da ONU revelou que a Região está bem encaminhada para cumprir cinco dos oito objetivos. Entretanto, para melhorar a saúde materna é necessária a colaboração dos homens. Por isso o lema do Dia Mundial da População 2007, comemorado em 11 de julho, é "Homens trabalhando". A relevância da participação masculina na vida familiar é mais evidente em cada novo estudo. O apoio à esposa gestante e o cuidado e criação compartilhada dos filhos fazem uma enorme diferença. O machismo latino-americano retrocede. Algo está mudando em uma região onde nascem cada vez menos crianças e a população envelhece. Um município brasileiro e uma comunidade peruana demonstram que a aliança homem-mulher pode somar mais de dois. Esses projetos finalistas do concurso "Experiências em Inovação Social" da CEPAL e a Fundação Kellogg se destacam ao incorporar os homens ativamente na vida familiar desde que seus filhos nascem. -
Em Lima, Peru é construída uma relação de confiança entre os pais e as instituições de saúde, o que devolve aos homens o espaço que lhes corresponde na criação de seus filhos. Essa iniciativa inovadora reforça o papel paterno com seu programa Sólo para Papá, inserindo os pais nas atividades dos períodos chave de desenvolvimento familiar durante os três primeiros anos de vida da criança. São ações direcionadas ao fomento da saúde, da nutrição, da estimulação e da educação inicial. Com isso, os homens ampliam seu papel paterno. Esse projeto reduz o custo social que provoca a pobreza e a falta de educação. (Contato: María Isabel Cifuentes, Asociación Taller de los Niños, E-mail: ceitani terra.com.pe Tel: 51 1-461-9389). -
O município de Vitória, Estado do Espírito Santo, Brasil, se propôs a reduzir a mortalidade materno-infantil, importante indicador da realidade social. Para isso, se uniu com a comunidade, universidades, Igreja e ONGs. Primeiro conseguiu estabelecer uma melhor relação entre os profissionais da saúde e a comunidade para realizar ações humanizadas e tecnicamente competentes. O município busca garantir o acesso das famílias em risco à saúde, respeitando as diferenças de cada pessoa de maneira inclusiva. (Contato: Renilsa Silveira Amorim Souza, Secretaria Municipal de Saúde de Vitória; E-mail: renilsa vitoria.es.gov; Tel: 55 27 3332 5054 e 3132 5058). |